Escoliose em Adultos

Por: Quiropraxista Paulo Gomes

A intervenção cirúrgica para escoliose em adultos acarreta riscos. (1-3) 

A questão óbvia é: o benefício supera os possíveis efeitos colaterais da cirurgia? “A decisão de prosseguir com o tratamento cirúrgico … deve ser baseada em uma compreensão completa dos benefícios esperados do tratamento cirúrgico e resultados que podem ser menos desejáveis ​​do que a condição original.” (2) 

Complicações da cirurgia em um paciente adulto com escoliose são relativamente comuns, ocorrendo de 30% a 53% nos que realizaram. (4-9) 

O tratamento não operatório é mais adequado para os adultos com dor leve ou pacientes mais velhos para os quais a cirurgia não é prudente. (11)

 

Quiropraxia no Tratamento da Escoliose

Os ajustes do Quiropraxista demonstraram ser úteis no tratamento da escoliose. (12-19) Em um estudo, foi determinado que “a manipulação espinhal quiropraxia oferece um possível método de tratamento para auxiliar na redução e correção da escoliose”. (19)

Com tratamento de Quiropraxia, a parte biomecânica e a estabilidade são consideradas, aplicando-se princípios de engenharia para entender a o funcionamento e o quanto a coluna suporta a níveis mais críticos.

Examinando os fatores da morfologia, flexibilidade da coluna e da força dos músculos do tronco podemos aplicar essa compreensão à biomecânica da escoliose, o quiropraxista possui uma justificativa para o tratamento de curvas laterais.(14)

Outro estudo sugeriu que os procedimentos quiropráticos também podem ter um efeito favorável a longo prazo de prevenir a recorrência da dor nas costas e retardar a progressão da curva.(12) Devido às graves sequelas associadas à cirurgia, métodos conservadores como a Quiropraxia são bem vindos e associados a exercícios de estabilização e flexibilidade com o Pilates acabam tornando uma opção de grandes resultados na melhora da escoliose.  

Fontes:

1- Likar R, Mathiachitz K, Spendel M, Krumpholz R, Martin E. Acute spinal subdural hematoma after attempted spinal anesthesia. Anaesthesist 1996;45:1,66-9.

2. Ogilivie JW. Adult scoliosis: evaluation and nonsurgical treatment. Instr Course Lect 1992;41:251-5.

3. Bradford DS. Adult scoliosis: current concepts of treatment. Clin Orthop 1988;229:70-87.

4. Kostuik JP. Decision making in adult scoliosis. Spine 1979; 4:521-5.

5. McDonnell MF, Glassman SD, Dimar JR 2nd, Puno RM, Johnson JR. Perioperative complications of anterior procedures on the spine. J Bone Joint Surg (Am) 1996;78:839-47.

6. Sponseller PD, Cohen MS, Nachemson AL, Hall JE, Wohl ME. Results of surgical treatment of adults with idiopathic scoliosis. J Bone Joint Surg (Am) 1987;69:667-75.

7. Swank S, Lonstein JE, Moe JH, Winter RB, Bradford DS. Surgical treatment of adult scoliosis: a review of two hundred and twenty-two cases. J Bone Joint Surg (Am) 1981;63:268-87.

8. Nuber GW, Schafer MF. Surgical management of adult scoliosis. Clin Orthop 1986;208:228-37.

9. Bridwell KH, Lenke LG, Baldus C, Blanke K. Complications during the surgical treatment of scolioses. Spine 1998;23:324-31

Atenção ao uso de remédios

Dores de cabeça ou dores na coluna são os sintomas mais comuns entre boa parte da população. Um dos fatores de dor mais recorrente é o estresse, já que a tensão comprime os músculos e acaba resultando na dor. Muitas vezes estes incômodos são aliviados através do uso indevido de diversos medicamentos. É comum se ter uma “mini-farmácia” dentro de casa e a qualquer sinal de dor ou desconforto, acontece a automedicação. Porém todo medicamento possui riscos e condições a serem observadas.

Alívio dos Sintomas

O alívio dos sintomas após a automedicação nem sempre significa que houve um tratamento adequado para o seu caso de dor e muito menos que o problema foi resolvido, pois a prática pode estar mascarando problemas mais sérios. É importante o controle sobre a ocorrência de interações medicamentosas no intuito de minimizar seus danos, além de ser necessário alertar a população sobre as consequências dessa automedicação, tais como internação e óbito. Entenda como o uso indevido de medicamentos pode afetar a saúde e saiba como se proteger dos perigos da automedicação!

Automedicação no Brasil

Lembramos que a automedicação é hábito de 72% dos brasileiros (O Brasil é recordista mundial em automedicação.), segundo pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). Além do uso inadequado, muitos têm o hábito de aumentar as dosagens para obter alívio mais acelerado. Outro dado relevante mostra que 40% da população faz o autodiagnóstico por meio da internet.

Consequências da automedicação

Os remédios mais comuns para dores rotineiras são considerados inofensivos, mas também podem trazem riscos à saúde e acabam se tornando inimigos silenciosos. E não é somente o fato de tomar o remédio sem recomendação médica que pode trazer riscos à saúde: Doses em excesso, administração inadequada e uso para fins não indicados também trazem consequências perigosas. O principal problema está no fato da automedicação contribuir para a dificuldade e atraso no diagnóstico de determinadas doenças, agravando o problema. Outros riscos relacionados são:
  • Interação medicamentosa onde a combinação de medicamentos pode anular ou potencializar o efeito do outro
  • Resistência de microorganismos
  • Intoxicação
  • Dependência
  • Hipocondria e o vício em remédios
Compartilhe os riscos da automedicação para que essa prática seja cada vez menos comum. Diante de qualquer efeito colateral, recomendamos que você suspenda o uso e procure um médico imediatamente.